quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Quatro dicas para ser um líder positivo

Da redação

Atualmente, em qualquer nível de emprego, a grande maioria dos trabalhadores enxerga sua vida como o núcleo em que deve se encaixar o trabalho, e não o contrário, como era no passado. Temos também os líderes que ainda não se alinharam a esta nova realidade e insistem em metas e objetivos, sem considerar a complexidade e os novos valores de seus subordinados. Na junção destes dois universos temos a desmotivação, falta de engajamento e queda de performance.

Para o mestre em Psicologia Positiva Aplicada, Flora Victoria, ser um líder positivo não é sorrir o tempo inteiro para sua equipe ou fechar os olhos para as adversidades."A liderança positiva surge como uma resposta a este dilema. É um conceito relativamente novo, com base na Psicologia Positiva Aplicada, que visa performance, mas considera as múltiplas dimensões biológicas, pessoais, relacionais, institucionais, culturais, globais, para gerar uma série de novos comportamentos no sentido do florescimento humano de um grupo, instituição. Esse desenvolvimento de cada profissional é que gera resultados além dos esperados", explica.  

O líder positivo exerce a liderança com base em três pilares: no desvio positivo (o que excede a performance comum); nas ações virtuosas (uso das forças de caráter e virtudes que geram mais resultados e satisfação); e no viés afirmativo (foco no que funciona, no que dá certo, nas forças e qualidades).

A especialista Flora Victoria lista quatro dicas baseadas no "Psycap", estado psicológico positivo de desenvolvimento encontrado em empresas e líderes bem-sucedidos e longevos.

1. Hope: garanta aos seus funcionários a oportunidade de criar planos e caminhos para conquistar suas metas. Estimule planos alternativos. Ajude-os a ter objetivos claros, a realizar e apresentar projetos bem-sucedidos para a equipe. Deixe-os entrar em ação.

2. Efficacy: Invista em feedbacks e ações de encorajamento social. Funcionários que realizam bastante devem ser reconhecidos. Não só acompanhe suas atividades, demonstre que está acompanhando e mostre-se disponível para colaborar, caso ele necessite.

3. Resilience: pratique a resiliência e inspire seus funcionários a fazer o mesmo. Se exponha a situações nas quais você não tenha um roteiro definido e aumente sua capacidade de improvisar e criar soluções novas. Fazendo isso no dia a dia, sem pressão, quando a pressão ocorrer, você vai estar com a resiliência desenvolvida e sua equipe estará acostumada a lidar com isso.

4. Optimism: Seja otimista. Isso não significa ser alienado. Reconheça dificuldades, problemas, mas a forma como vai lidar com eles é que vai diferenciar você e sua equipe. Um desafio não dura a vida toda. Um problema profissional é um problema profissional e não de todas as esferas da sua vida. Culpados não significam soluções. Perpetrar fraquezas e dificuldades não levam ninguém para frente. "Virar a chave" e acreditar no seu potencial e de sua equipe sim. Segundo Martin Seligman, um dos criadores da Psicologia Positiva, otimismo pode ser desenvolvido. Que tal?

Expandir negócios com segurança: contrato de representação comercial

Por Cristiane Tomaz*

Os contratos de representação comercial constituem importante ferramenta de expansão dos negócios empresariais, uma vez que através deles as empresas conseguem, sem necessidade de grandes investimentos, se fazer conhecer e ter seus produtos e serviços intermediados nos mais diversos locais, sem demandar ainda, uma estrutura própria ou empregados em cada uma destas localidades. 

A remuneração dos contratos de representação comercial deverá sempre ser fixada através do pagamento de comissões, as quais deverão ser calculadas em percentuais sobre o valor dos negócios efetivamente concretizados pelo representante comercial. 

Foto: Divulgação 
Não existe uma vedação legal, contudo, deve-se evitar o pagamento de comissões em valores fixos ou através de verbas intituladas “ajuda de custo”, uma vez que tais pagamentos, aliados a outros elementos, poderão caracterizar uma relação de emprego e não de representação comercial, posto que fogem da natureza deste tipo de relação jurídica.

O representante comercial adquire o direito às comissões quando do pagamento das faturas pelos clientes, ou seja, não basta a obtenção do pedido, é indispensável a efetivação do negócio que somente é concretizado para a empresa representada quando recebe os valores. 

Tendo a empresa representada recebido os valores dos clientes, terá até o dia 15 do mês subsequente para efetuar o pagamento das comissões para o representante comercial. 

Assunto que vez ou outra gera alguma controvérsia diz respeito a base de cálculo das comissões a serem pagas aos representantes comerciais, se deverão ser calculadas sobre o valor da venda com ou sem impostos.

O art. 32, §4º da Lei de Representação Comercial estabelece que a comissão deverá ser calculada sobre o “valor total das mercadorias” e, neste sentido, o entendimento predominante dos Tribunais é de que as comissões deverão ser calculadas sobre o valor total da nota fiscal, portanto, incluindo todos os tributos, não se admitindo qualquer abatimento para este cálculo. 

É possível, estabelecer percentuais de comissões progressivos ou regressivos conforme o preço do produto, volume de vendas, linha de produtos, condição de pagamentos, entre outros. 

O importante é que todas estas regras estejam delimitas de maneira clara e precisa, por escrito no contrato de representação comercial, evitando qualquer futuro questionamento por parte do representante comercial no sentindo de que houve um pagamento de comissão inferior ao devido. 

Existem outras ferramentas que poderão ser trabalhadas pelas empresas para incentivo e ampliação das vendas pelos representantes comerciais, como realização de campanhas com pagamento de percentuais adicionais ou premiações em caso de atingimento de metas, contudo, estas situações deverão ser analisadas e formalizadas por escrito através de instrumentos jurídicos apropriados, com vistas a evitar futuros questionamentos.

*Advogada, sócia-fundadora da Molina Tomaz Sociedade de Advogados. Especialista em Direito Administrativo e Mestre em Direitos Difusos e Coletivos. Atua no contencioso, consultoria e assessoria preventiva de demandas judiciais empresariais. E-mail: contato@molinatomaz.com.br


Recta Consultoria alerta para mudanças no Simples Nacional

Por Vitor Lima

Em 27 de outubro de 2016, o presidente Michel Temer sancionou a Lei Complementar 155/2016, com o objetivo de “reorganizar e simplificar a metodologia de apuração do imposto devido por optantes pelo Simples Nacional”, conforme diz o texto da Lei. Entre alterações determinadas pela matéria, consta que, a partir de 2018, as alíquotas e a forma do cálculo do Simples Nacional serão alteradas.

Quem faz o alerta é o proprietário da Recta Consultoria, Willian Cristian de Oliveira, 35 anos. Ele, que também é professor universitário, esclarece os novos limites anuais da receita bruta que começarão a vigorar no ano que vem para aqueles que fazem parte deste modelo tributário: para microempresas, o limite será de R$ 900 mil; empresas de pequeno porte, R$ 4,8 milhões e para microempreendedor individual, R$ 81 mil. Outra novidade, é que produtores de bebidas alcoólicas poderão aderir ao sistema. “Já enviamos aos nossos clientes um breve resumo das mudanças e os benefícios fiscais que irá proporcionar aos seus negócios”, conta.

Oliveira, proprietário da Recta e professor universitário, explica as principais mudanças | Foto: Hugo Silva

O local, que está no mercado há cinco anos, presta serviços de auditoria, consultoria e contabilidade. Entre os diferenciais da Recta, está o Departamento de Relacionamento com o Cliente, no qual os profissionais estão “focados em visitar, auxiliar clientes no dia a dia, facilitando nas tomadas de decisão”. De acordo com Oliveira, o departamento está alinhado com a filosofia de trabalho da empresa. 

“Além da contabilidade financeira, que é voltada para entrega das obrigações principais e acessórias, nosso grande diferencial é a atuação como contabilidade gerencial, no qual auxiliamos nossos clientes nas tomadas de decisão, na montagem e monitoramento do planejamento estratégico”, explica.

Esta filosofia de trabalho, que busca proximidade com os clientes, foi adotada após um estudo de mercado feito no início da atuação da empresa, no qual foi constatado que a maioria das instituições de contabilidade tinham dificuldades no relacionamento com os clientes. 

A Recta Contabilidade fica na Rua Dinamarca, 88, Conjunto 2, no Parque das Nações, em Santo André. Tel.: 2324-4154 | Site: http://www.rectaconsultoria.com.br.

Sete caminhos para a inovação

Da Redação

Hoje (19) é celebrado o Dia Nacional da Inovação, palavra de apenas oito letras, mas com amplos significados. Para o Dicionário Houaiss, é “aquilo que é novo”. Quando aplicado o conceito à indústria, pode ser entendido como “a implementação de um produto, bem ou serviço significativamente melhorado”, segundo o Manual de Oslo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O conceito também se aplica ao processo produtivo, desde que as ideias novas se transformem em resultados sustentáveis.

Guto Ferreira é o presidente da ABDI | Foto: Divulgação 

A inovação é hoje uma necessidade competitiva e de sobrevivência para as empresas do mundo moderno. O Brasil precisa ainda consolidar uma cultura da inovação. “Precisamos aproveitar a oportunidade histórica de fazer avançar nossa indústria, nossa economia e nosso País, rumo a uma nova era, que vai mexer profundamente com a economia global e com a própria forma como as sociedades estão organizadas”, afirma o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Guto Ferreira.  

Para se ter uma ideia da velocidade das transformações, mais de 90% do volume de dados do planeta foram produzidos nos últimos dois anos, conforme estudo da IBM. Quem está fora desta nuvem está fora do mercado, avalia o presidente da ABDI. Atenta a isso, a agência brasileira, que gera inteligência para o setor produtivo, aponta sete caminhos para a inovação no país rumo à revolução da indústria 4.0:

1. Apostar em startups 
As startups estão ganhando força junto à indústria tradicional. Segundo dados do programa Conexão Startup Indústria, o Brasil tem um número grande de empresas visionárias que já estão se relacionando com startups: 91 de 408 indústrias pesquisadas, ou 22%, das indústrias transformadoras do País já fizeram ao menos uma compra de startups. Das que ainda não fizeram, 21% já estão se preparando.

2. Melhorar o processo produtivo 
O programa Brasil Mais Produtivo – coordenado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) –, apoia a inovação nos processos de quase 3 mil indústrias, com ações rápidas, de baixo custo e de alto impacto. Através de um trabalho de capacitação de empresas, a produtividade média delas aumentou em 51,8%. A Rede Nacional de Produtividade e Inovação (Renapi), projeto da ABDI, também auxilia na busca de soluções transversais para questões locais e regionais do desenvolvimento produtivo.  

3. Investir em internet das coisas (IoT) 
A aglomeração urbana proveniente do mundo moderno leva ao desafio da criação de soluções para novos problemas. Buscar, por exemplo, a integração de diferentes soluções de hardware e software em cenários físicos e virtuais é uma necessidade para modernizar as cidades do século 21 com reflexos na competitividade das empresas. A ABDI, em parceira com o Inmetro, criou um Ambiente de Demonstração de Tecnologias para Cidades Inteligentes. Testes para comprovar a eficiência das tecnologias criadas por empresas brasileiras irão viabilizar a evolução das cidades. Mais de 130 ideias foram cadastradas pela ABDI para desenvolvimento.

4. Ampliar conhecimentos 
Inteligência para a competitividade é o foco do Observatório da Produtividade, projeto de compartilhamento de informações, análises, estudos aplicados e documentos para atender ao setor produtivo e aos gestores públicos e privados.

5. Planejar construções eficientes 
A ABDI também atua para impulsionar a indústria da construção civil. A partir de tecnologia de modelagem virtual de construção, conhecida como BIM (Building Information Modeling), é possível promover maior transparência e controle de toda informação física, financeira e de desempenho do empreendimento. O BIM permite ainda a redução de prazos e custos, simulações e correções prévias à construção. A ABDI trabalha para orientar e padronizar as normas de construção e tornar a biblioteca de componentes BIM mais acessível para os projetistas.   

6. Buscar soluções integradas 
Desenvolver novas tecnologias a partir da conexão entre indústria, governos, empreendedores e setor varejista é o objetivo do Laboratório de Varejo, que vai desenvolver testes em menor escala e em ambientes demonstrativos. O projeto é desenvolvido pela ABDI e pelo MDIC.

7. Investir em energias alternativas 
Em razão dos problemas de mobilidade urbana e efeito estufa, novas tecnologias de propulsão vêm sendo desenvolvidas. O carro elétrico, por exemplo, é uma determinação em países de todo o mundo. A França e a Inglaterra já sinalizaram que até 2040 não comercializarão mais veículos que utilizem combustíveis fósseis. A ABDI faz parte do grupo de trabalho que discute o tema em conjunto com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O Programa Rota 2030 vai definir as diretrizes de implementação do modelo elétrico no país.

Novo presidente da Volks reafirma planos para São Bernardo

Da Redação

O novo presidente da Volkswagen para a América do Sul, Central e Caribe, o argentino Pablo Di Si, visitou a Prefeitura de São Bernardo do Campo na tarde de ontem (18). O executivo, que substitui David Powels, foi recebido pelo prefeito do município, Orlando Morando. Também participou do encontro o presidente da Associação dos Fabricantes de Veículos (Anfavea), Antônio Megale.


Pablo Di Si (esquerda) reuniu-se com Morando ontem (18) | Foto: Gabriel Inamine 
Em pauta, ações que fomentem investimentos na região e, consequentemente, a criação de novos postos de emprego. Recentemente, a própria montadora anunciou aportes imediatos na ordem de R$ 2,6 bilhões na unidade de São Bernardo, a mais antiga do grupo fora da Alemanha. Os investimentos são necessários para a fabricação de dois novos modelos na planta do ABC: o novo Polo e o modelo sedã Virtus. 

Até 2020, este valor deverá chegar aos R$ 20 bilhões, adianta o novo presidente, ao citar que serão lançados 20 novos produtos neste período. “Estamos otimistas para seguir com este planejamento. E terá o acompanhamento de toda a cadeia, ou seja, os postos de trabalhos diretos e indiretos que serão importantes para este momento”, destaca. A Volkswagen instalou-se no município em 1953 e, atualmente, empresa mais de 9 mil trabalhadores. 

O foco da montadora, de acordo com Di Si, é retomar a liderança no volume de vendas em território brasileiro – posto atualmente ocupado pela rival Chevrolet. “O fundamental a destacar é que a plataforma que temos na cidade é do futuro. Que dá flexibilidade para outros projetos”, finaliza. 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Brasileiros endividados buscam soluções para negociação de dívidas

Da Redação

Notícias recentes mostram que o brasileiro está cada vez mais endividado. E apenas os bancos calculam que contam com cerca de R$ 100 bilhões em dívidas recuperáveis. Isto levou instituições financeiras a se armarem com a contratação de empresas especializadas em cobrança, que passam a ter os créditos desta dívida e realizam os contatos diretamente com os consumidores. E neste cenário é importante olhar a questão sob o prisma dos consumidores, pessoas físicas ou empresas, cuja maioria certamente deseja quitar suas obrigações. Mas em meio ao processo de negociação, é preciso lembrar os direitos dos consumidores e evitar que sejam pressionados com pagamentos ainda mais elevados por taxas abusivas ou outros instrumentos de cobrança utilizados pelas empresas especializadas.

No Brasil, existem mais de 60 milhões de consumidores inadimplentes | Foto: Reprodução 

Inadimplência recorde 
O número de inadimplentes no Brasil alcançou patamares recordes, tanto entre as pessoas físicas como as jurídicas, ao fim do primeiro semestre deste ano. Segundo indicadores da Serasa, o número de consumidores inadimplentes bateu na casa de 61 milhões de endividados em maio último, maior número desde o início da série histórica, que começou em 2012. No caso das empresas, o número chegou a 5,1 milhões de CNPJs negativados, também o maior número desde o início da pesquisa em 2015. Os dados foram divulgados no último mês de julho.

O que fazer? 
Para o advogado Sebastião Rangel, de S.F. Araujo de Castro Rangel Advogados, que atua em questões envolvendo o Código de Defesa do Consumidor, muitas vezes a cobrança é feita de forma bastante contundente, o que pode induzir o inadimplente a fazer negociações equivocadas, elevando ainda mais o tamanho da dívida que, provavelmente, não será cumprida novamente.

“É importante que o inadimplente levante todas as informações com as instituições e credores. E, assim como fazem as instituições, ele pode buscar auxílio jurídico para que tenha um representante. Neste momento, será possível ter um melhor entendimento de como amenizar o valor da dívida e iniciar a nova negociação”, aconselha Rangel.

Normalmente é possível reduzir os juros da dívida do cliente e também outros componentes da dívida: multa, IOF, juros moratórios, comissão de permanência, taxas capitalização e juros, taxa de abertura de crédito, taxa de serviços de terceiros, taxa de emissão de boleto, taxa de emissão do bem e registro de contrato, entre outros aspectos. “Como as empresas de cobrança utilizam da tática de pressão para tentar resolver a questão, isso pode colocar o inadimplente numa situação de desespero. O representante legal, além de oferecer assessoria jurídica, passa a fazer a interface com as empresas de cobrança, o que levará a uma melhor tomada de decisão. O inadimplente terá um terreno mais propício para acertar suas contas”, ressalta o especialista.

A S. F. Araujo de Castro Rangel Advogados dedica-se às áreas cível, tributária e trabalhista. Tel.: 4330.3871 e 4330.2937. E-mail: sfrangel@uol.com.br.

Por onde começar quando se deseja mudar de carreira

*Por Alexsando Nascimento

Quero mudar de carreira, como escolho? Essa pergunta é mais comum do que imaginamos. Eu mesmo já passei por isto mais de uma vez, seja por não estar satisfeito com uma carreira ou seu rumo, ou porque eu queria novos desafios, oportunidades, ser promovido, empregabilidade, sair de minha zona de conforto, maiores salários, crescimento profissional, entre outros tantos motivos. Sobram razões para sonhar com um novo projeto de vida.

O fato é que pesquisas relatam, de formas diferentes, a mesma questão sobre a insatisfação com o trabalho, independente o que isto signifique para cada um de nós. A ISMA (International Stress Management Association) Brasil constatou que 72% dos profissionais manifestam algum tipo de descontentamento relacionado ao dia a dia nas empresas em que atuam. 

Conforme uma série de mudanças a cada dia mais rápidas, dentre elas disponibilidade de informações de forma fácil, ascensão de classe social, mais anos de estudo, as pessoas cada vez mais tornam-se reflexivas sobre o retorno que um trabalho, carreira, profissão deve dar a cada um, bem como, qual a sua contribuição à sociedade usando o seu talento como ferramenta, isto, ainda conectado com o seu propósito de vida, muitas vezes ainda não muito "claro", torna o projeto "mudança" ainda mais desafiador .

Separei cinco passos para facilitar a decisão de mudar de carreira

1.Paixão: reflita com muita calma sobre o que realmente te dá paixão profissional, aquilo que você se pega mesmo sem perceber pensando, sendo curioso, querendo aprender e fazer mais, agregar valor, isto fará uma grande diferença. Também exercite imaginar se daqui um tempo você se vê atuando com esta "paixão", pois independe de qual for, a dedicação sempre será muito grande;

2. Valor: é importante identificar e validar sua paixão, mas, ela por si só é insuficiente para aumentar suas chances de sucesso neste projeto de mudança de carreira, é necessário que sua paixão gere valor ao mercado e, seja reconhecida por isto. Simplificando, estamos falando em viabilidade econômica, a sua paixão tem "apelo econômico"? Se sim, está de acordo com sua expectativa de ganhos? Sem esta avaliação, as chances da mudança de carreira não darem certo são maiores e, até o risco de retorno à "carreira insatisfatória" e frustração também são grandes.

3. Conhecimento: se pergunte: "Quanto você conhece desta nova carreira ou posição? Há necessidade de algum conhecimento formal (como certificados ou diplomas? Possui contato com alguém que já atua onde você quer ir? De que tipo de conhecimento precisa ter para iniciar nesta posição? Seria interessante fazer um plano para atingir tal conhecimento.

4. Comunicação - Interna e externa: primeiro a comunicação interna (com você), chegou a uma definição e se convenceu desta decisão? Se não, o que falta? O que te impede de ter a decisão? Segundo a comunicação externa, como se posicionará no mercado de trabalho, desde currículo, Linkedin e entrevistas, o pode falar a seu favor para esta mudança e para que os outros "comprem" a sua ideia de mudança? Lembrando que terá concorrentes, muitas vezes, tão ou mais experientes do que você para esta nova posição.

5. Procure ajuda: há um ditado relevante que diz: "Se quer ir rápido, vá sozinho, se quer ir longe, vá acompanhado." Recomendo sempre que possível pedir ajuda seja profissional, de uma amigo, ou conhecido que já trilhou este caminho e, pode com mais assertividade, segurança te apresentar as possíveis armadilhas e aumentar assim suas chances de sucesso no projeto "mudança de carreira". Lembre-se: "pensando bem, você pode crescer!".

*Alexsandro Nascimento é mestre em Administração de Empresas pela FGV-EAESP, especializado em Administração Tecnologia da Informação (FGV-EBAPE), Master Coach pelo Instituto de Neurolinguística Empresarial (INEMP – BH); e idealizador do portal Carreiras em Alta.