quarta-feira, 21 de junho de 2017

Redemidia.TV firma parcerias estratégicas

A Redemidia.TV, a maior empresa de tv indoor do ABC, com cerca de 90 telas ativas, é também a primeira a fazer parte da marketplace global de digital signage AdMooh.

A AdMooh é pioneira em mídia programática em sistemas de mídia digital out of home (painéis externos e tv indoor) e, apenas no Brasil, possui até o momento cerca de 1600 telas em sua plataforma.
O anunciante, por meio do site www.admooh.com,  tem a possibilidade de escolher as telas, seja por região, qualificação de audiência, tipo de ambiente, bem como outros critérios.

“As telas da Redemidia.TV estão todas lá com fotos dos locais e descrição completa da audiência, localização e valores dos anúncios. Com isso, a Redemidia.TV entre para o mapa global da mídia programática, declara Carlos Balladas, CEO da empresa.

Outra novidade da Redemidia.TV apresentada por Balladas é em relação ao software utilizado para a transmissão do conteúdo às telas: “Nos associamos à empresa que criou o software Monitoor, um programa que tem feito muito sucesso entre as empresas de digital signage brasileiras. Com esta associação, temos a tranquilidade de poder atuar com um parceiro estratégico, o que proporciona importante up grade nos serviços oferecidos”.

Além da rede de telas destinadas à publicidade, a Redemidia.TV fornece os serviços de TV Corporativa para empresas e vitrine digital para varejistas.


Venda de imóvel usado cresce 17,95% em São Paulo

Da Redação

As vendas de imóveis usados cresceram 17,95% em abril no Estado de São Paulo, o melhor desempenho desse mercado registrado este ano pela pesquisa mensal do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECISP). O crescimento em relação a março foi favorecido pela queda de 3,49% nos preços médios apurada pelo Índice Crecisp, indicador que mede o comportamento mensal dos aluguéis novos e dos preços de imóveis usados em 37 cidades do estado.

De janeiro a abril, as vendas acumulam saldo positivo de 12,16% enquanto que os preços registram redução de 6,66%. Em abril, os imóveis mais vendidos no estado de São Paulo custaram aos compradores até R$ 300 mil em média, segmento que representou 56,96% do total de casas e apartamentos vendidos. O preço médio do metro quadrado de mais de 60% das unidades vendidas foi de até R$ 4 mil. A pesquisa do CRECISP foi feita com 1.103 imobiliárias.

Foto: Reprodução

"Esta faixa de preço dos R$ 300 mil tem sido majoritária nas vendas, e agora, infelizmente, está prejudicada por uma decisão da Caixa Econômica Federal, que suspendeu os financiamentos que mais se adequavam a essa parcela do mercado", lamenta José Augusto Viana Neto, presidente do CRECISP. Ele se refere à decisão anunciada no dia 19 último pela direção da CAIXA, que suspendeu os financiamentos da linha de crédito imobiliário Pró-Cotista por falta de recursos.

Os financiamentos dessa linha, segundo o banco, se destinavam no Estado de São Paulo a imóveis de até R$ 950 mil, sem limite de renda familiar, e beneficiavam famílias de trabalhadores com pelo menos três anos de vínculo com o FGTS. Outra condição para obter o empréstimo era estar trabalhando ou ter saldo na conta do FGTS de pelo menos 10% do valor do imóvel.

O presidente do CRECISP lembra que 54,13% das vendas em abril foram feitas com financiamento bancário, sendo 35,57% liberados pela Caixa Econômica Federal. "Todos sabemos que as contas públicas estão deficitárias, mas o governo precisa agir para que a atividade econômica não seja ainda mais estrangulada e, como todos sabem também, a indústria imobiliária é a que mais movimenta amplos setores da produção com geração de empregos, renda e impostos", afirma Viana Neto.

"A venda de um imóvel usado gera um efeito multiplicador em toda a cadeia, pois esses recursos se distribuem entre o mercado de novos, o de reformas, materiais e muitos outros", argumenta Viana Neto, ao reclamar créditos adicionais para este segmento. O presidente do CRECISP ressalta, ainda, que a "prioridade número 1" do governo federal deveria ser a queda imediata da taxa de juros aproveitando o momento de redução e estabilidade da inflação.

"A queda dos juros vai baratear os empréstimos, reduzir o peso da dívida pública e assim permitir que mais recursos fluam para os financiamentos via bancos privados, que precisam aumentar sua participação no mercado de crédito imobiliário, até agora dependente da Caixa", justifica Viana Neto.

Usados mais vendidos

A pesquisa CRECISP mostrou que em abril foram vendidos no Estado de São Paulo mais apartamentos (63,92% do total) do que casas (36,08%) nas 37 cidades pesquisadas. O crescimento de 17,95% nas vendas sobre março foi puxado pelo desempenho da Capital (+ 143,55%), do Interior (+ 25,08%) e das cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco (+ 39,69%). No Litoral houve queda de 30,16%.

Os donos dos imóveis concederam descontos médios sobre os preços originalmente pedidos para venda de 7,13% em bairros de áreas nobres, de 10,02% em bairros de áreas centrais e de 9,82% em regiões mais afastadas.


terça-feira, 20 de junho de 2017

Braskem comemora 45 anos de operações em Santo André

Da Redação

Uma das principais unidades industriais do Polo Petroquímico do ABC completa, este mês, 45 anos de atividades. A Unidade de Insumos Básicos (UNIB 3), controlada pela Braskem, maior petroquímica das Américas, foi pioneira no desenvolvimento da indústria química brasileira ao fazer parte da fundação do primeiro complexo petroquímico no País, em Santo André, em 1972. 

A presença da empresa na região do ABC tem sido fundamental para a sua estratégia de negócios, garantindo resultados positivos e contínuo crescimento, além de contribuir com o desenvolvimento econômico local. "O Polo do ABC foi pioneiro no segmento no Brasil. Tivemos que aprender muito. O aprendizado adquirido norteou o desenvolvimento dos demais polos do país. Hoje a atuação da Braskem tem uma visão integrada de todos os negócios e regiões. O Polo também foi determinante para o desenvolvimento socioeconômico do ABC”, comenta Maurício Moreira, integrante da Braskem e um dos funcionários com mais tempo de empresa - contratado em março de 1975.

A unidade é responsável por transformar matérias-primas com origem no petróleo, como a nafta, em produtos químicos básicos - eteno, propeno, butadieno, resinas hidrocarbônicas, entre outros - que depois se tornarão materiais utilizados por diversos segmentos na construção civil, na indústria automotiva, em roupas e calçados, em produtos de higiene e cosméticos, entre outros. Cerca de 85% da produção da unidade é destinada para empresas da região Sudeste, com os principais clientes no mercado de borracha, lubrificantes, tintas e adesivos. 

No primeiro trimestre de 2017, a taxa de ocupação da UNIB 3 ficou acima de 95% - de acordo com a média geral das plantas industriais da Braskem em todo o Brasil. No mesmo período, suas operações ajudaram a Braskem a atingir uma produção total de 2,2 milhões de toneladas de petroquímicos básicos no país.

Para Flávio Chantre, gerente de Relações Institucionais da Braskem, a unidade continua como um diferencial para a empresa e para o setor petroquímico. "É um privilégio e um orgulho operar a mais antiga e uma das principais plantas industriais do Brasil. A indústria petroquímica nacional foi capaz de crescer, fazer a diferença para milhões de brasileiros e construir um legado devido a todos estes anos de atividades e eficiência da planta industrial. Vamos continuar trabalhando para manter esta tradição e fortalecer a parceria e o relacionamento com fornecedores, clientes e comunidade local", afirma ele.



Mais de meio milhão de empresas são criadas no Brasil

No primeiro trimestre do ano foram criadas no Brasil 581.242 novas empresas, o maior número para o período desde 2010, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas. Trata-se de uma quantidade 12,6% superior ao registrado no mesmo período de 2016, quando ocorreram 516.201 nascimentos.

Em março, o número de empresas criadas também foi recorde em relação a todos os meses de março desde o começo da série histórica em 2010: 210.724, quantidade 19,5% superior ao mês anterior (fevereiro/2017), quando surgiram 176.319 novos negócios e 14,2% maior que o registrado em março/2016 (184.560).

De acordo com os economistas da Serasa Experian, o recorde apresentado no surgimento de novas empresas no país continua sendo determinado pelo chamado “empreendedorismo de necessidade”. Desta forma, com as taxas de desemprego muito elevadas, indivíduos desempregados acabam abrindo negócios como forma de geração de renda, sobretudo no setor de serviços.

Nascimentos de Empresas por natureza jurídica O número de novos Microempreendedores Individuais (MEIs) nascidos em março/2017 foi de 162.694 contra 148.673 em março/2016, alta de 9,4%. As Sociedades Limitadas registraram a criação de 17.516 unidades, representando elevação de 20,9% em relação ao mês correspondente do ano anterior, quando 14.492 empresas desta natureza surgiram. A criação de Empresas Individuais cresceu 38,0%, com um total de 17.730 novos negócios em 2016; no mesmo mês do ano anterior, o número havia sido de 12.851. O nascimento de novas empresas de outras naturezas teve alta de 49,6%, com 12.784 nascimentos em março de 2017, contra 8.544 em março/2016.

Março de 2017 registrou a primeira interrupção no crescimento constante dos MEIs entre as empresas criadas desde o início da série histórica do indicador. Em março de 2016, a participação dos MEIs entre as empresas criadas foi de 80,6% e, em março de 2017 a participação caiu para 77,2%.





segunda-feira, 19 de junho de 2017

Especialista aponta cinco dicas para melhorar profissionalmente

Da redação

O consultor Alexsandro Nascimento, especialista em gerenciamento de carreiras separou cinco dicas para quem deseja se destacar na área em que atua, ou pretende impactar positivamente os resultados nas empresas. 

1. Humildade
Quando demonstrada, facilita a comunicação, o que melhora seus relacionamentos, pois aproxima as pessoas e, consequentemente, possibilita que suas competências sejam conhecidas realmente como são, ou seja, sua humildade é a sua principal arma para apresentar todas as suas qualidades. Lembre-se normalmente se uma pessoa puder escolher dificilmente ela se relacionará com alguém que demonstra arrogância. 

2. Empatia
A capacidade de se colocar no lugar dos outros. Uma das grandes dificuldades de diversos profissionais é conseguir discordar de outros colegas sem que isto cause mais problemas do que solução. A dica é: se colocar no lugar do outro e tentar entender o porquê ele pensa daquela forma, após isto, apresentar o seu ponto de vista relatando que levou em conta o dele. Isto melhora e muito a conversa e o relacionamento.

3. Pergunte
Não tenha medo de perguntar, perguntas inteligentes podem fazer a diferença a seu favor e passar uma série de "impressões a seu respeito", tais como: entende do assunto, se preparou para esta reunião e/ou situação, pensou em algo que ninguém aqui tinha apresentado antes, etc. Contudo, todo cuidado é pouco com perguntas, pois, podem causar um efeito contrário caso feitas sem preparo ou planejamento, tais como: isto já foi explicado antes e/ou você deveria saber sobre isto. Uma boa estratégia é sempre estar preparado, principalmente em reuniões consideradas "perdas de tempo".

4. Gentileza
Seja gentil, a princípio, não deveria ser uma dica para aumentar suas chances de crescimento na carreira, pois todos deveriam ser e demonstrar gentileza.  A gentileza melhora nossos relacionamentos no trabalho, principalmente em momentos de tensão, nos quais muitos costumam ser mais ríspidos nas relações e, muitas vezes, isto pode demonstrar problemas de gestão emocional. Em momentos de tensão na empresa, o que você quer demonstrar aos outros? Sua capacidade de convivência em momentos "de problemas", pode fazer a diferença positiva.

5. Capacidade de Mudança
Demonstre capacidade de mudança e adaptação, aprenda novas coisas, mude a maneira de pensar, se adapte as novas realidades e modos de trabalho, novas pessoas, novas situações. Tenha a sensibilidade de ser e apresentar-se flexível.  É importante as empresas perceberem esta característica em seus funcionários, pois o mercado muda rapidamente. Como diz o filósofo  Mario Sergio Cortella: "Na vida é preciso ter raízes e não âncoras, a raiz nos alimenta e a ancora por sua vez nos imobiliza".


Sobre Alexsandro Nascimento

Nascimento é mestre em Administração de Empresas pela FGV-EAESP e especializado em Administração da Tecnologia da Informação. É master coach pelo Instituto de Neurolinguística Empresarial (INEMP – BH), master coach de Carreira pelo Instituto de Coaching de Carreira (IMS – SP), coach pela Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC – SP),  além de idealizador do portal Carreiras e Alta.


Empresários se ajudam e geram negócios

Por Vitor Lima

Em 1985, o americano Ivan Misner, PhD em comportamento organizacional, criou uma metodologia cujo objetivo era potencializar negócios, por meio da prática de networking. Tratava-se do Business Networking International (BNI). A metodologia ganhou visibilidade internacional, se espalhou pelo mundo e, geralmente, tem boa receptividade dos empresários. 

Dentro do BNI são formados grupos com empresários não concorrentes. O objetivo é que cada empreendedor indique o outro membro quando identificar uma oportunidade. A chave do método é o Givers Gain, ou seja, ganhar contribuindo. No Brasil são 64 equipes adeptas à metodologia. 

Grupo se reúne todas as terças-feiras em São Bernardo do Campo | Foto: Renan Torres

No ABC, o BNI chegou em 2012 com a criação do grupo Dinâmico. Atualmente com 59 membros, os empresários atingiram uma marca significativa no ano passado: foram R$ 7,5 milhões em negócios gerados pelo relacionamento entre os membros do grupo durante o ano. 

O objetivo não é que os empresários façam negócios entre si (embora, eventualmente, isso ocorra), mas sim para que eles atuem para conseguir oportunidades para as empresas dos parceiros de grupo, ou seja, para que levem para fora do grupo a marca dos colegas. 

De acordo com o presidente do grupo, Vinicius Lucio, para atingir sucesso nesta tarefa é preciso ter muito comprometimento. “É necessário entender o serviço que os outros membros prestam para abrir oportunidades. Os membros se comprometem a visitar a empresa dos outros membros, para entender o negócio”, explica. 

Lucio, presidente do Dinâmico, garante que metodologia gera resultados | Foto: Renan Torres

O grupo reúne-se todas as terças-feiras na Associação Comercial e Industrial de São Bernardo do Campo (ACISBEC) para comentar o mercado, trocar referências e expor os resultados. “Para que o networking aconteça, existem treinamentos” lembra o presidente, para salientar que dentro da equipe existem mentores que atuam voluntariamente para auxiliar os empresários nos mais diversos assuntos. O líder também ressalta que não existe nenhum tipo de pagamento de comissão por negócio fechado (nem para o empresário que gerou a oportunidade, tampouco para o BNI). 

Lucio, que atua no ramo de Comunicação, garante que a metodologia traz bons resultados: “Fazer BNI dá trabalho, mas quando leva a filosofia a sério, traz retornos. Pelo menos 50% do meu faturamento é gerado pelo BNI”, assegura. 

Apenas em maio, o grupo movimentou R$ 1,2 milhão em negócios e a meta da equipe é chegar ao fim do ano com R$ 10 milhões faturados pelo time.  Na visão de Lucio, os resultados positivos do BNI Dinâmico incentivaram a criação de outros conjuntos voltados ao networking entre empreendedores. “Foi precursor de diversos outros grupos de networking no ABC, deu o pontapé inicial no estímulo ao networking na região”, avalia. 

A equipe se prepara para celebrar o bom momento do grupo na próxima quarta-feira (21), às 19h, em evento que será realizado no Buffet Napoleão (Rua Rio Branco, 58, Centro, São Bernardo do Campo). Na ocasião, Walter Kalternbach (co-autor do livro “A lei do triunfo para o século XXI” e diretor da fundação Napoleon Hill Brasil) ministrará a palestra “O segredo das mentes triunfadoras”. Além de comemorar os resultados obtidos, o evento servirá para homenagear os empresários responsáveis pela criação do grupo e, é claro, para realizar mais networking. 



Vendas de imóveis novos em abril é maior que em 2016

Em abril, a cidade de São Paulo registrou a venda de 1.212 unidades residenciais novas. A informação é da Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP. O volume é 1,7% inferior ao total vendido em março (1.233 unidades) e 2,5% superior ao resultado de abril de 2016 (1.182 unidades). No acumulado do ano (janeiro a abril), a comercialização totaliza 3.865 unidades, o que representa redução de 4,3% comparado ao mesmo período de 2016, quando foram vendidas 4.038 unidades.





De acordo com a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), foram lançadas em abril 959 unidades residenciais, volume 38,3% inferior ao registrado em março (1.555 unidades) e 38,0% acima do resultado de abril de 2016 (695 unidades). De janeiro a abril de 2017, os lançamentos totalizaram 2.745 unidades residenciais, aumento de 6,0% em relação ao mesmo período de 2016 (2.589 unidades).

As medidas adotadas pelo governo nos últimos meses, apesar de impactar positivamente na economia, ainda se mostram tímidas para produzir grandes e imediatos resultados. “No entanto, os efeitos da acertada política econômica já podem ser observados no cenário macroeconômico e acreditamos que, gradativamente, estarão refletidos no nosso setor”, diz o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary.

Na cidade de São Paulo, verificou-se que as vendas de abril apresentaram ligeira queda de 1,7% em relação ao mês anterior. “Em compensação, houve aumento de 2,5% em relação ao volume comercializado em abril de 2016, demonstrando que o mercado busca se equilibrar. Certamente, essas oscilações serão registradas ao longo do ano”, avalia Celso Petrucci, economista-chefe da entidade.

Em termos de lançamentos, a participação dos imóveis de 3 dormitórios correspondeu a 38,5% entre janeiro e abril. O acumulado no mesmo período do ano passado para essa tipologia ficou abaixo de 10%. Por outro lado, os imóveis de 1 dormitório caíram em participação, de 22% em 2016 para 7% neste ano. Apesar dessas mudanças no perfil, os imóveis de 2 dormitórios continuam soberanos, com quase 45% do total lançado.

De acordo com o vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP, Emilio Kallas, o mercado imobiliário tem apresentado os piores resultados da série histórica, e é imprescindível que se retomem os níveis anteriores. “São prementes os ajustes na lei de zoneamento, para possibilitar a viabilização de novos empreendimentos e estimular a movimentação da economia e a geração de empregos”, afirma.

Empresários do setor estão otimistas com a evolução de queda dos juros e acreditam que, quando atingirem a casa de um dígito, haverá reflexos importantes no setor imobiliário. Investidores do mercado financeiro, por exemplo, encontrarão boas oportunidades no mercado de imóveis residenciais e comerciais, que estão com preços estabilizados ou em queda há pelo menos três anos.

“Adicionalmente, a redução na taxa Selic impacta e reduz os juros do crédito imobiliário, o que facilita a compra de imóveis, uma vez que as prestações ficarão mais baixas, bem como serão menores as exigências de comprovação de renda pelos bancos”, diz Flávio Prando, vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing do Secovi-SP.

“Outra boa notícia, que poderá tornar todo esse movimento consistente, é a continuidade do crescimento do saldo da poupança que, no mês de maio, pela primeira vez, teve volume de entrada maior que o de saída”, conclui Flavio Amary.

VGV 
Em abril, o VGV (Valor Global de Vendas) de R$ 709,3 milhões ficou 4,0% abaixo do volume registrado em março (R$ 738,5 milhões comercializados) e 26,0% acima do apurado em abril de 2016 (R$ 563,1 milhões) – valores atualizados pelo INCC-DI (Índice Nacional de Custo da Construção) de abril de 2017.

VSO
O indicador VSO (Vendas sobre Oferta), que apura a porcentagem de vendas em relação ao total de unidades ofertadas, foi de 5,1% no mês de abril, apresentando estabilidade em relação a março e alta de 13,3% comparado a abril de 2016 (4,5%).

Oferta de imóveis novos – A capital paulista encerrou o mês de abril de 2017 com a oferta de 22.528 unidades disponíveis para venda. Esta oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (maio de 2014 a abril de 2017). Houve redução de 2,7% em relação a março (23.142 unidades) e queda de 9,7% em comparação a abril de 2016 (24.961 unidades).

Dormitórios 
Os imóveis de 2 dormitórios lideraram lançamentos e vendas, com 447 e 536 unidades, respectivamente. O desempenho de 5,9% de comercialização de imóveis de 3 dormitórios foi o melhor e resultou das vendas de 329 unidades divididas pela oferta de 5.588 unidades. A menor quantidade de oferta final foi dos imóveis de 4 dormitórios, com 1.360 unidades disponíveis para venda.

Área útil 
Imóveis com menos de 45 m² de área útil apresentaram o maior volume de vendas (493 unidades) e de lançamentos (542 unidades). O melhor VSO (7,9%), resultado da venda de 221 unidades em relação à oferta de 2.797 unidades, foi dos imóveis com área útil entre 86 m² e 130 m². Na oferta de imóveis para venda, a maior participação (8.261 unidades) ficou com a faixa de 45 m² a 65 m², que corresponde a 36,7% do total.

Faixa de preço 
Os imóveis com preços de até R$ 240.000 lideraram os lançamentos e as vendas, respectivamente, com 480 e 437 unidades, obtendo, desta forma, o melhor VSO (17,2%). Na faixa de preço de R$ 240.001 a R$ 500.000, foi registrada a maior quantidade de oferta disponível para venda (9.995 unidades), equivalente a 44,4% do total da cidade de São Paulo.

Zonas da cidade
A análise por zonas da cidade mostra que, em abril, a região do Centro liderou em quase todos os indicadores, com a maior quantidade de lançamentos (646 unidades) e vendas (406 unidades), além do melhor VSO (9,1%). O maior volume de imóveis ofertados estava localizado na zona Sul, com 6.310 unidades, o que equivale a 28% do total.