sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Correr riscos

Por Sergio Giavoni* 

Você se considera arriscado ou cauteloso? Ou equilibra bem o risco e a cautela em suas decisões?

O medo de correr riscos bloqueia a capacidade de inventar, a liberdade, a ousadia, o novo. Há inúmeras pessoas que travaram sua inteligência e enterraram seus projetos de vida pelo medo de correr riscos. Não são conformados e nem coitados, eles almejam escalar seus objetivos, mas não ousam. Procuram transformar seus sonhos em realidade, mas se inquietam com os riscos da jornada.

Reconhecem suas fragilidades, assumem suas limitações, mas não ultrapassam suas fronteiras, não decifram o ânimo interior, de fazer da sua agenda um canteiro de aventuras.
Foto: Divulgação 

Quem arrisca para transformar seus projetos em realidade tem essa consciência: a existência é um contrato de risco. Por maiores cuidados que se tenha, diariamente inúmeros riscos nos rondam.

Risco de enfartar, de se acidentar, de enfrentar crises financeiras, de ser assaltado, de cair um avião em nossa cabeça, de escorregar na calçada, de quebrar ossos praticando esportes, de ser decepcionado pelo cônjuge, ou namorado (a), até mesmo sócios (as), de ser frustrado pelos filhos, de ser traído pelos amigos, de ter inimigos sem motivo algum, de não preencher as expectativas dos outros, de ter reações impensadas, etc.

Eliminar todos os riscos da humanidade geraria pessoas autoritárias, individualistas, agressivas, deprimidas, entediadas e apáticas.

O risco acaba com o nosso orgulho e com o egocentrismo. Nos une, nos estimula a criar laços, e experimentar a difícil arte de depender uns dos outros.

Sem riscos a nossa capacidade psicológica não teria criatividade, intuição, inspiração, coragem, determinação, espírito empreendedor, muito menos necessidade de conquista. Sem riscos não conheceríamos o sabor das derrotas nem o paladar das vitórias, pois elas seriam um destino inevitável qualquer, e não o fruto de batalhas. Sem riscos não erraríamos, não choraríamos, não pediríamos desculpas e nem ajuda, não teríamos necessidade da humildade em nosso convívio intelectual.

Não deveríamos viver uma vida arriscada, radical e irresponsável. A vida é única e espetacular. Cuidar dela carinhosa e responsavelmente é a nossa maior tarefa. Mas devemos saber que realizar sonhos, conquistar pessoas e negócios, e atingir a excelência profissional impõe riscos diários.

Sucesso! Felicidades! Vamos em frente!

*Sergio Giavoni é Business & Executive Coach, especialista em gestão e desenvolvimento de pessoas, equipes e empresas.






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